Sangue de Boi
(Pyrocephalus rubinus)
Azulinho
(Cyanoloxia glaucocaerulea)
Martim-Pescador
Chloroceryle americana
Trinca-ferro
(Saltator similis)
Sabiá do Banhado
(Embernagra platensis)
Cardeal
(Paroaria coronata)
Caracará
(Caracara plancus)
Marreca de Coleira
(Callonetta leucophrys)
Falcão de coleira
(Falco femoralis)
Bacurau tesoura
(Hydropsalis torquata)
Marreca Cricri
(Anas versicolor)
Carão
(Aramus guarauna)
Crispim
(Tapera naevia)
Arapaçu platino
(Drymornis bridgesii)
 
 
São mais de 185 espécies de aves já catalogadas no Parque Estadual do Espinilho. Treze delas estão ameaçadas de extinção. No local elas ficam protegidas. Elas emprestam o canto e a beleza para completar o espetáculo de preservação no parque.

 


Projeto "Caminho das Estrelas" - A rara Savana Gaúcha, única no Brasil, sob o esplendor da Via-Láctea. Foto tirada à noite, no Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí, pelo fotógrafo Egon Filter. "Fotografar a Via-Láctea em meio à savana foi uma experiência surreal", comentou.

 

- Savanas são biomas em áreas planas caracterizados por vegetação predominante de gramíneas e árvores esparsas. O Parque Estadual do Espinilho em Barra do Quaraí, a 700km de Porto Alegre, é uma savana-estepe única em todo Brasil. Dentre as espécies endêmicas do Parque está o lindo Cardeal Amarelo (Egon Filter).


Parque Estadual do Espinilho


São 1.700 hectares de uma paisagem que lembra a África. Essa é a sensação de quem visita a Unidade de Conservação situada no município de Barra do Quaraí, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul: o Parque do Espinilho que reúne espécies raras de plantas e animais.

 

A 'Savana Gaúcha', como é conhecida, concentra espécies ameaçadas e que só existem neste local. São mais de 1,7 mil hectares de vegetação única no estado, além de ameaçada.

 

"No parque temos uma grande quantidade de plantas tanto ameaçadas quanto endêmicas, de espécies que só ocorrem na região. Em torno de 14 espécies são ameaçadas, raras e, quanto mais pesquisas são realizadas, mais descobertas de novas espécies surgem", diz Tatiane Uchoa, gestora do parque
Em um dos recantos da unidade de conservação, o tipo de solo composto principalmente por sal, favorece o crescimento de algumas árvores de rara beleza. No parque nascem o Quebracho e o Algarrobo, árvores que formam a savana gaúcha e estão no local há pelo menos quatro milhões de anos.
O engenheiro florestal José Newton Marchiori pesquisa essa vegetação já mais de 35 anos. Ele explica que a porção do Espinilho chamada de algarrobal é diferente de tudo o que se vê no estado. "É singular, única. É muito distinta do ponto de vista florístico do que ocorre no restante do Rio Grande do Sul", diz ele.
Nas partes mais brancas do parque, o solo é 100% sal. Isso porque a região é totalmente plana e de baixa altitude. Assim, os sais são levados pelas águas para os rios próximos, e ali ficam concentrados.

O Formigueiro Gigante

 

O Espinilho reserva ainda mais surpresas. Não é apenas a vegetação que é rara e única. Um formigueiro gigante também é atração aos visitantes. Ele mede cinco metros de diâmetro.

O pesquisador Vicente Simas é um observador da espécie de formigas que constrói o ninho. São mais de 20 anos de estudos. "Nós já abrimos formigueiros com quatro, cinco, seis metros de profundidade", salienta. São mais de 1,5 milhão de insetos dentro do ninho.São formigas de diferentes tamanhos com atividades para cada uma.

 

O Rio Quaraí-Chico

 

Não muito longe do formigueiro, o Rio Quaraí-Chico, que corta todo o Espinilho, guarda em suas margens uma mata fechada, úmida e densa. E que também sofre uma grande ameaça dos agrotóxicos

 

 

"A gente sabe que isso afeta diretamente os animais. As plantas, em primeiro lugar, e depois os animais que podem vir a morrer, inclusive muitos dos que são ameaçados, acredita-se que não existam mais aqui em decorrência da existência de lavouras pelos agrotóxicos", diz Tatiane Uchoa.
Preservar o Rio Quaraí-Chico é um dos objetivos do Espinilho e as aves são parte do cenário.

 

 

As lontras do Parque do Espinilho...

 

 

 

E o veado campeiro

 

Fontes: G1-RS - Fotos: Kleber Pinto Antunes de Oliveira, Jorge Correia Souza Neto, Fernando Raffo.



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Maria Eugenia Cavalcant  
Em visita ao Parque fiquei chocada com estado de abandono que se encontra,cadê as trilhas para visitaçao mas nem mesmo o básico tem pois não a oferecer aos visitamtês e aos que trabalham ali. Não tem água potável,não tem luz elétrica. Os arbusto tomam conta das casas. E os vigilantes do local colocam suas vidas em risco com as péssimas conduções de trabalho principalmente a noite. Vigiar o que naquela escuridão? Cadê os direitos do trabalhador? Cadê o trabalho digno? E os direitos humanos? Que fique aqui minha indignaçao
10 de janeiro de 2016


Marlei Duarte  
Gostaria de fazer uma sugestão: que o jornal "A Ponte" fizesse uma matéria sobre o abandono do Parque do Espinilho, sobre a falta de energia elétrica, a falta de água potável e as péssimas condições de trabalho.
O que temos a oferecer aos nossos visitantes e até mesmo aos funcionários? Nem mesmo água gelada é possível oferecer aos que pôr ali passam ou ali estão cuidando da sua preservação...
Vamos valorizar mais o que é nosso e também ao ser humano.
12 de fevereiro de 2016